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Entrevista Vitor Minelli




Quem é você, conte-me mais sobre o artista:


Me chamo Vitor Minelli, tenho 24 anos, sou Dj e produtor de tech house. Minha conexão com a música começou muito cedo, aos 9 anos de idade comecei a tocar violão de forma independente, minha mãe tinha um violão da época de sua adolescência, e na minha casa tinha algumas revistas com cifras de músicas para tocar no violão, entre elas, Titans, Sidney Magal, Milton Nascimento, Agnaldo Timóteo entre outros clássicos da vanguarda brasileira, alguns anos se passaram e aos 15 anos de idade eu já tocava violão, guitarra, baixo e estava aprendendo a tocar bateria, desde de minha infância tive muita influência musical voltada para o Rock e Punk Rock, meu irmão mais velho foi uma figura muito importante na minha formação musical, na adolescência tínhamos uma banda de punk rock onde tocávamos músicas autorais e cover de algumas banda de punk como, Ramones, Sex Pistols, Misfits entre outras… E com certeza essa fase da minha vida, essa influência musical desde a infância hoje caracteriza e influencia em minha identidade e produção, aos 19 anos conheci através de um anúncio o programa virtual DJ, e ali eu descobri algo que fazia mais barulho do que os instrumentos que eu tocava, somente com a curiosidade e força de vontade de entender o que era um DJ, o que era mixagem, eu comecei as minhas primeiras pesquisas e quanto mais afundo eu entrava mais eu me apaixonava, pela discotecagem e pela música eletrônica, então decidi deixar de lado meus projetos com banda e comecei dar o Start na minha carreira como DJ em meados de Junho de 2017, por já ser músico, eu me desenvolvi muito rápido no mundo da discotecagem e em pouco tempo já começou meu interesse pela produção, então por volta do início de 2018 comecei meus primeiros passos na produção, de forma independente, e ali meu amor pela música só aumentava, ao começar entrar cada vez mais nesse mundo de produção, comecei a me deparar que teria que estudar muito para conseguir produzir músicas a nível do mercado, já em 2019 comecei a fazer os meus primeiros cursos de produção musical, no qual hoje coleciono diversos cursos em minha “grade curricular” 2019, 2020 e 2021 foram anos que foquei bastante na produção, busquei conhecimento para todo lado, em 2020 também comecei focar e entender o processo artístico, em compreender como executar a gestão de uma carreira artística, começar me posicionar como uma empresa e produto para o mercado, reforçando aqui a produção em certo momento da minha vida foi como uma válvula de escape, em 05/09/2013 meu pai estava trabalhando na rodovia como policial rodoviário, e foi atropelado em serviço, desde então meu pai é uma pessoa acamada, que não fala e não se mexe, e aos meus 18, 19 anos mesmo com alguns anos depois do acidente eu enfrentava uma grande depressão pela situação delicada que eu e minha família estávamos enfrentando, e quando comecei mergulhar na produção foi uma válvula de escape, ali eu sentava pra produzir e me desligava do mundo, era o meu momento, era o momento onde eu esquecia de todos os meus problemas e dificuldades, hoje eu acredito que a música eletrônica apareceu na minha vida em um momento muito difícil e ela foi meu apoio emocional por muito tempo, sempre que eu queria fugir da situação, eu corria para produção.



Onde você se imagina daqui a 5 anos?


Em 5 anos quero ter conquistado as principais gravadoras de tech house do mercado, quero estar com um projeto que ajuda artistas a entende o processo e a gestão de uma carreira artística para melhor se qualificarem para o mercado e vejo minha gravadora com uma das principais referências de labels de tech house underground do BR.



Quais são os seus projetos ou participações mais relevantes até o momento?


Nesse ano de 2022 tive diversas oportunidades onde dividi palco com os principais nomes brasileiros da cena eletrônica voltada para o Tech House, como Tough Art, Jean Bacarreza, FeelGood, G.Felix, Puka entre outros.




Me conte algo inusitado que aconteceu com você como artista/em sua carreira:


No primeiro ano da minha carreira como DJ, fui contratado para tocar em 2 Aniversários no mesmo dia. Um me apresentava na parte da tarde, o outro era na madrugada, ambos em cidades diferentes, porém vizinhas. Fui me apresentar nesse primeiro aniversário na parte da tarde, me apresentei fiz 3 horas de set, nesse dia meu carro estava quebrado e eu estava dependendo de ônibus para ir até a cidade vizinha. Para a primeira, alguns amigos me buscarem em algum ponto e me levar para o evento.

Me apresentei nessa festa à tarde, era algo bem social tinha salgado bolo e afins e nesse aniversário tinha um barman que foi contratado para fazer drinks. Estava ele e sua esposa, enquanto todos estavam comendo os salgado e doces, vi que ninguém ofereceu nenhuma comida para o barman e sua esposa. Eu fui o único que levou um prato de festinha, enchi de salgado, peguei uma garrafa de refrigerante de 2 litros, levei para eles e os servi. Depois cortei pedaços de bolo e levei para eles (fiz isso porque a festa era de um amigo, então eu tinha até certo ponto intimidade para tal). Chegou umas 20 horas da noite fui pegar o ônibus, por acaso fui perguntar pro barman se ele sabia de algum ponto de ônibus ali perto de onde estávamos. Ele falou de um ponto, mas me questionou para onde eu precisava ir. Falei que iria me apresentar na cidade vizinha à meia noite, ele me falou que ele trabalhava na cidade vizinha e por isso sabia que naquele horário não tinha mais ônibus indo para aquela cidade.

Somente no outro dia pela manhã, nisso eu fiquei desesperado, ao ficar desesperado ele olhou pra mim e falou: Estão você e mais quantos?

Eu olhei para trás e mirei 3 amigos que eu sabia que topariam a aventura comigo e falei, eu mais 3. Ele me respondeu: Eu levo vocês lá.

Ele morava na cidade onde estávamos ele não iria pra lá, nisso eu questionei: Tem certeza? é longe...

Ele me respondeu que fazia questão de ajudar. Nisso eu vi que ele queria me ajudar pelo ato de humildade que eu tive naquele dia de ser o único q ofereceu comida para eles. Ele nos levou para o outro evento, me deu uma garrafa de vodca e um fardo de energético para tomar com meus amigos, ao descer do carro me abraçou e falou para eu ter essa humildade em meu coração para sempre, que com ela eu iria conquistar o mundo.

A história não acaba aí, ao chegar na segunda festa, que também era para ser uma festa privada com no máximo 100 pessoas, chegando lá me deparo com uma Chácara com aproximadamente 500 pessoas. Alguém tinha espalhado que teria DJ de música eletrônica na festa, e o resumo foi que não foi uma festa privada, esse dia toquei das 00h às 6:30 da manhã.



Tem algum lançamento em Breve ou recente? Quais?


Tenho um grande lançamento nessa sexta feira 16/09 pela gravadora espanhola Relyt Records, lançamento do meu EP Only Deep que contém 2 faixas 1- Only Deep 2 - We’re In too Deep.



Sobre inspirações, quais foram as suas?


Minhas principais inspirações foram grandes nome da cena como, Wade, Fisher, Chris Lake, Miguel Bastida, George Privatti, Jean Bacarreza entre outros…



Você teve apoio em sua carreira? De quem/ que?


No começo não tive muito apoio, ao começar a entrar para o meio e começar a mostrar que eu levava jeito pra coisa, meus amigos mais próximos sempre acreditaram em mim, em questão familiar demorou algum tempo para eu conquistar o apoio deles, eu tive que ter várias conquistas no meu projeto para mostrar para eles que eu não estava para brincadeira.



Se pudesse escolher 3 artistas para produzir/apresentar com eles, quais seriam?


Fisher, Angel Heredia, George Privatti



Qual é o seu maior sonho em sua carreira?


Virar residente do festival Elrow, e me apresentar nos principais clubs do BR e da Europa



Se pudesse escolher uma música para te definir, qual seria?


Sirus Hood - Warning



Deixe aqui um recado para os Leitores e fãs da DJ Music Mag:


O primeiro passo para alcançar seus sonhos e ter um objetivo, mire ele e trace suas metas para alcançá-los, a oportunidade bate na porta, mas não vira a maçaneta, lembre-se, que cada conquista é resultado do seu esforço!




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