Eric Valetim – Entrevista Exclusiva
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O surgimento de uma nova identidade sonora

“Emergence”: quando a música se torna transição
Nesta entrevista exclusiva para o blog, conversamos sobre o lançamento do EP Emergence, um projeto que marca uma etapa de evolução artística, maturidade criativa e consolidação de identidade dentro da música eletrônica.
Como nasceu o projeto Emergence e qual é o seu conceito?
O projeto nasceu de maneira natural. Emergence representa exatamente isso: o ato de surgir, de vir à superfície e dar forma a algo novo. Marca um momento de transição e amadurecimento, no qual comecei a desenvolver uma visão mais clara sobre a minha identidade musical.
O conceito central do EP foi construir uma experiência sonora mais coesa e intencional. Cada faixa transmite emoções e sensações vividas durante esse período. A ideia não foi simplesmente criar músicas para a pista, mas permitir que cada tema conduza o ouvinte a um espaço interno, onde frequência, silêncio e energia se conectam.

Vamos falar sobre os tracks: como foi o processo criativo?
Lost Frequency teve um desenvolvimento desafiador. Embora estivesse parcialmente finalizada, eu sentia que faltava algo essencial. Depois de um tempo, um synth se encaixou de forma decisiva, trazendo identidade e uma sensação de algo desconhecido. A partir desse momento surgiu o nome Frequência Perdida.
Em contraste, Inner Pulse fluiu de maneira natural e foi finalizada em menos de 24 horas. Representa claramente o meu estilo: baixo encorpado, arpejos hipnóticos e drums minimalistas. Além disso, possui uma atmosfera envolvente que convida a uma conexão profunda com a música. Dessa sensação surgiu o nome Pulso Interno.
Como você define sua identidade sonora?
Minha identidade é marcada pelo ecletismo dentro da música eletrônica. Atualmente, minha base é o Progressive House, mas com fortes influências de Techno Peak Time, Melodic Techno e Minimal Deep Tech.
Minha evolução é resultado de constância e dedicação. Após oito anos como DJ e aproximadamente dois anos na produção musical, ouvir diversas referências, experimentar e respeitar meu próprio processo foram fundamentais para consolidar um som mais consciente, coeso e alinhado com a minha identidade artística.
Quais artistas influenciaram a sua trajetória?
No cenário nacional, artistas como André Gazolla, Antônio Farh e Kaled Nasser foram importantes no meu processo formativo.
Em nível internacional, Teklix, Monostone, Mayro e Redspace influenciam diretamente a minha produção atual. Sempre fizeram parte do meu repertório como DJ e hoje se refletem claramente na forma como desenvolvo minhas faixas.
Também devo mencionar Dexter Gruuv, que contribuiu com conhecimentos e direcionamentos fundamentais, e Lucas Maier, cujo apoio foi essencial para que eu pudesse evoluir e alcançar este momento da minha carreira.
O que vem depois de Emergence?
Após o lançamento do EP, o próximo passo será a publicação de um set autoral, que já está finalizado e aguardando o momento adequado para ver a luz. Vejo esse projeto como uma extensão natural de Emergence e como uma forma mais completa de apresentar minha identidade artística.










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