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Björk - Fossora (review)




Original de uma cena musical bem alternativa e com uma formação artística que permite uma grande variedade no trabalho que produz, a cantora islandesa Björk já chamava a atenção do meio musical por sua performance, visual além da originalidade em suas músicas e principalmente por sua voz, que sempre foi o seu principal chamariz. Tendo uma de suas primeiras gravações aos 11 anos de idade quando lançou o raro LP “Bjork” em 1977.


Em carreira solo desde 1993 quando lançou o álbum “Debut” após passar por outras bandas, Björk sempre manteve a sua vertente vanguardista junto com a música tradicional folclórica da qual acrescentava elementos de outros gêneros contemporâneos, essa junção diversa resultou em álbuns que fugiam do senso comum. A mistura sonora inusitada agradou a um público significativo e fiel que mantém o trabalho da cantora ativo até aos dias de hoje.



Fosssora (One Little Independent Records – LP/CD/Digital/Streaming - 2022) não foge muito dos álbuns anteriores, todos os elementos que são característicos do trabalho da artista se encontram em plena harmonia e trazendo a sonoridade que o público sempre espera de cada trabalho novo. Fossora (que pode ter uma tradução para “mexer na terra”), é uma continuação meio que indireta do trabalho anterior Utopia (2017), disco que veio com um clima mais leve, sem a agitação que marcou os primeiros álbuns, mas com uma pegada mais intimista.


O tema das músicas de Fossora gira em volta da vida pessoal de Björk, que passou pela perda da mãe Hildur Runa Hauksdottir (1946-2018) que trabalhava com ativismo ambiental, além das mudanças na vida amorosa cantora, reflexões do dia-dia, a conexão com o meio ambiente e o seu tema favorito: o amor. O álbum também conta com a participação especial dos filhos (Ísadóra e Sidrin) em algumas faixas, que contribui para a diversidade musical no recente álbum.


A mistura sonora e a variedade nos gêneros que passeia por Opera, canções orquestradas, entrelaçadas com faixas instrumentais e cantos com a voz manipulada por softwares de áudio, só deixa Fossora mais rico e interessante, além de demostra a cantora em uma de suas melhores fases artística e cheia de criatividade. Acomodação e estafa, não fazem parte da vida de Björk.


Com o todo sentimentalismo exposto por 50 minutos de música, Fossora agrada em cheio os fãs tradicionais da cantora, que apesar de não ter os “hits” fáceis, o álbum é recheado de experimentações e originalidade em suas composições. Característica muito comum associada ao perfil da cantora, que sempre manteve o espirito vanguardistas em inúmeros trabalhos dos quais assinou.


Fossora não é um deslumbre artístico ou um simples escapismo musical, o álbum presenta um um individuo que está em conexão direta com o mundo em que está inserido, fazendo parte do ecossistema e vivendo em harmonia com as suas variações e mudanças, mas sem perde a sua essência. E dentro dessa mutação, sempre criando novas formas e algo único.


Björk não exprime nenhum vestígio de limitação e dando a ideia que futuramente irá apresentar novos trabalhos dentro da visão que a artista tem do cotidiano pela ótica da natureza.





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